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Pensamentos sobre desenvolvimento, engenharia e produto.
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O modelo que provou uma conjectura de 1946 também descobriu como escapar da própria jaula
Em 20 de julho de 2026, a OpenAI revelou que pausou o acesso interno a um modelo não lançado depois que ele driblou o sandbox duas vezes: abriu um pull request público no GitHub contra instrução explícita, e fragmentou um token de autenticação pra enganar um scanner de segurança.
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O discurso de 'rode a IA local' esconde uma conta que quase ninguém mostra
Tem uma onda de gente recomendando IA local como se fosse simples e barato. Na prática, a eficiência desses modelos em tarefas diversas é baixíssima - com exceções pontuais - e pra chegar perto de um modelo de nuvem de verdade, o investimento em hardware passa muito rápido de milhares para dezenas de milhares de dólares.
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A internet virou uma fábrica de landing pages geradas por IA - e a conta disso ainda não chegou
Vibe coding, no-code e sites inteiros gerados por prompt prometem velocidade sem limite. Os problemas reais - segurança, SEO, teto de escala e dependência de plataforma - também estão crescendo na mesma velocidade, só que ainda não apareceram na tela de quem está construindo agora.
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Abrir uma pasta no Cursor pode rodar código malicioso sozinho — e a Cursor sabe disso há sete meses
Uma falha zero-day no Cursor para Windows deixa qualquer repositório com um git.exe forjado na raiz executar código automaticamente, sem clique, sem aviso, sem confirmação. A Mindgard reportou em dezembro de 2025; divulgou tudo publicamente em julho de 2026, depois de sete meses de silêncio.
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A bolha da IA já estourou? O vídeo que está bombando resume quatro fontes — e elas não se contradizem
Microsoft cancelando data centers, Starbucks aposentando IA, um rombo de centenas de bilhões entre capex e receita, e o Banco Central dos bancos centrais comparando o boom da IA à mania ferroviária do século 19. Reunimos as quatro fontes por trás do vídeo e o que cada uma realmente diz.
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O Next.js parou de fingir que só humanos escrevem código — e o 16.3 é a prova disso
Skills nativas, um navegador que os agentes controlam sozinhos, erros com botão 'copiar prompt' e documentação em Markdown puro: o Next.js 16.3 trata agentes de IA como usuários de primeira classe, não como um plugin em cima do framework.
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Ben Awad: 'código escrito à mão tá morto'. Concordo na premissa, discordo na conclusão.
Em janeiro de 2026, Ben Awad postou um vídeo que viralizou: 'hand-written code is basically dead'. Meses depois, casos reais começaram a confirmar a tese — um único prompt modificando 500 mil linhas, jogos com 95% de código gerado por IA, Steve Yegge construindo agentes que coordenam agentes. Concordo que a digitação manual está morrendo. Discordo que isso signifique fim da leitura crítica de código.
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Microsoft Build 2026: rode Claude, Codex e Copilot ao mesmo tempo (e o custo escondido disso)
Em 2 e 3 de junho de 2026, a Microsoft apresentou o GitHub Copilot app — uma experiência desktop pra orquestrar múltiplos agentes em paralelo, com Claude, Codex e Copilot rodando no mesmo task em git worktrees isolados. A indústria está convergindo num modelo onde o dev vira diretor, não digitador. Mas a conta começou a chegar em junho.
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110 mil demissões, US$ 725 bilhões em IA: o paradoxo que define 2026
Em junho de 2026, a Oracle revelou ter cortado 21 mil pessoas em 12 meses. No mesmo dia, analistas calcularam que Microsoft, Amazon, Meta e Google vão gastar US$ 725 bilhões em IA este ano. A indústria está demitindo 864 devs por dia enquanto investe US$ 370 milhões por dia em data center. O dinheiro tem que vir de algum lugar — e está vindo da folha.
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Vibe coding: hype, real, e quando faz sentido
Em fevereiro de 2025, Andrej Karpathy nomeou o vibe coding em um tweet. Um ano depois, ele mesmo decretou o termo passé e adotou outro: agentic engineering. Entre os dois, ficou uma trilha de prompts despreocupados, bancos de dados expostos, e uma estatística constrangedora: 45% do código gerado por IA tem vulnerabilidade OWASP.